A cantora Moçambicana, Júlia Duarte lançou para o mercado, no último fim de semana, em Maputo, *perucas africanas BY JÚLIA DUARTE*. Esta informação foi avançada pela cantora através das mídias e e da sua conta instagram . O Evento coincidiu com o seu aniversário natalício celebrado a 29 de Agosto, nas instalações da *African Beauty Gold* Decoração linda feita pela LILOCA CATERING, e a produção das perucas está sendo feita pela African’Beauty_Gold. E já se encontram disponíveis para aquisição na African’Beauty_Gold.
Só para te lembrar : Júlia Duarte nasceu na cidade da Beira, Moçambique em 29 de Agosto de 1988. Ganhou fama nacional ao participar no reality show musical Fama Show da STV.
juliaduarte_officialJÚLIA DUARTE LANÇA PERUCAS DE TRANÇAS AFRICANAS COM SEU NOME
A cantora Moçambicana, Júlia Duarte lançou para o mercado, no último fim de semana, em Maputo, *perucas africanas BY JÚLIA DUARTE*.
O evento coincidiu com o seu aniversário natalício celebrado a 29 de Agosto, nas instalações da *African Beauty Gold* Decoração linda feita pela @lilocacatering 🙏🏽 A produção das perucas está sendo feita pela African’Beauty_Gold E já se encontram disponíveis para aquisição na African’Beauty_Gold
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Incrustada na região norte de Moçambique, encontra-se a província de Nampula. Tradicional e localmente é conhecida como a terra das “muthiana orera”: a residência das mulheres bonitas, conhecidas como Macuas. Por lá, é comum avistarem-se as conterrâneas com o semblante — bem como outras partes do corpo — pintado de branco e adornadas com as cores garridas das capulanas. Distinguem-se das restantes habitantes do país pelos tratamentos de beleza que as afamam, recorrendo ao mussiro — um creme tradicional para a pele, extraído do caule da planta homónima.
Os anais da história situam a sua utilização a partir do século X, principalmente nos distritos costeiros do país — Ilha de Moçambique, Angoche, Moma ou Mossuril — por influência dos mercadores árabes. Localmente conhecido como N’siro, este produto preserva na sua composição importantes elementos naturais, provenientes de uma planta que deve ser preservada e multiplicada. Regra geral, é usado pelas comunidades do norte de Moçambique e do sudeste da Tanzânia para curar enfermidades, bem como para decorar e hidratar o corpo.
As mulheres Macuas — consagrado símbolo matriarcal moçambicano — são sinónimo de cuidado e beleza incomparáveis. Julga-se que o segredo que as exalta seja centenário. Desde tenra idade, ainda na fronteira com a adolescência, este coletivo incorpora uma máscara de origem natural, tingindo as suas feições e membros de branco. É considerado uma espécie de ritual que, além de ter uma conotação cultural e identitária, é rejuvenescedor. Acredita-se que tem a capacidade de eliminar as toxinas da pele, polindo-a e iluminando-a de forma exímia.
As Macuas começam a aplicar a máscara de mussiro durante a passagem da adolescência para a juventude. Antigamente era utilizado, por algumas localidades rurais, em rituais tradicionais que antecediam a preparação das mulheres para o matrimónio
O mussiro é uma planta medicinal usada há séculos para combater as manchas da pele. Há quem use o seu extrato vegetal para se maquilhar em datas festivas, mas para muitas moçambicanas este é também um segredo de beleza.
O legado cultural do mussiro
Ao longo do tempo, o propósito da utilização deste produto foi evoluindo. Hoje em dia, é encarado como um elemento embelezador, mas, noutras linhas temporais, já foi um importante emblema cultural. Era ostentado em diversas cerimónias, desde casamentos a funerais. Algumas máscaras, em vez de cobrirem a cara toda, serviam para transmitir determinadas mensagens, dentro da comunidade, como se fosse uma espécie de código étnico.
Fazendo uso do mussiro como uma espécie de tinta, algumas mulheres pintavam com detalhe o seu rosto, deixando evidentes alguns desenhos e motivos, a fim de transmitirem um recado. Comunicavam, por exemplo, a sua disponibilidade sexual, o seu estado de espírito — se estavam de luto ou a passar por algum ritual, como a preparação para o matrimónio — e o seu estado civil.
Nos dias que correm, apesar da maioria das tradições se ter desvanecido, algumas Macuas continuam a recorrer a este produto para se expressarem — principalmente nas comunidades mais rurais, longe do centro urbano. Existem diversas cerimónias e festividades que são comemoradas de mussiro no rosto. Exemplo disso é oFestival Watana, que tem como palco a Ilha de Moçambique.
Como qualquer herança cultural o exige, há que manter a tradição viva, passando-a para as gerações vindouras. Desta forma, quando se aborda o tópico mussiro por Nampula, o legado cultural jorra — e abundantemente — informações que o coroam com distinção. Jovens, adolescentes, homens, mulheres ou anciões; todos fazem questão de exibir o seu património — mesmo que seja um recurso natural mais utilizado pelo sexo feminino.
Naquelas redondezas, independentemente da ocasião, é comum verem-se Macuas a trocar pinturas faciais por dinheiro. Querem embelezar o próximo, usando o produto natural que protegem há múltiplas décadas. De sorriso convidativo e mussiro estampado (literalmente) no rosto, decoram outros semblantes que ajudam a eternizar parte da sua cultura.
A fama de belas já ninguém consegue tirar-lhes; espalhou-se por toda a área moçambicana. Além disso, são alcunhadas de “poderosas” e “misteriosas”. Talvez porque, durante o dia, empalidecem os traços, para que, depois, possam enveredar a verdadeira beleza. Afinal de contas, esta, congelada pelas propriedades especiais do mussiro, tem resistido há passagem do tempo, rejuvenescendo.
Até então, ninguém havia descoberto a verdadeira fórmula da jovialidade. Há uma grande possibilidade que esta descanse nas raízes Macuas; as matriarcas afirmam-no — quem sabe?
A capulana é um pedaço de tecido colorido e tem suas origens em alguns séculos atrás no continente asiático e chega à África por intermédio das trocas comerciais que pouco a pouco aportam à costa do Índico, concretamente em Moçambique.
Os anais da história indicam
que a capulana chegou em África pela primeira vez nos Séculos IX a X,
no âmbito das trocas comerciais entres árabes persas e povos que viviam ao
longo do litoral. Quénia, Mombaça e Ilha de Moçambique aparecem nos registos
historiográficos como primeiros locais que tiveram contactos longínquos na
história do uso deste tecido no continente.
De princípio, a capulana
surge como moeda de troca entre os povos e apenas os monarcas a usavam, como
símbolo de representação de poder.
Mulheres Moçambicanas dançando Tufo - Nssope dança oriunda no norte de Moçambique
Quem pensa que é só um
pedaço de tecido engana-se: o carinho e cuidado com que as mulheres tratam este
tecido são distintos. Acredite se quiser, cada uma delas pode ter várias
histórias para contar.
Hoje, com as tendências
da moda, a capulana passa a servir também para mostrar o corpo das mulheres em vários
estilos (fashion),, inclusive roupa de praia.
Foi recebido com um pouco de receio, mas
tende a ganhar cada vez mais espaço. Dela se servem os homens para fazer
túnicas, calções, calças largas e mais recentemente até fatos se arriscam. A
camada infantil também não fica de fora e usufrui deste tecido com modelitos
exclusivos para a faixa etária. Procurando elevar ao extremo a sua
africanidade, alguns casais começam inclusive a casar-se com vestidos feitos de
capulana, prática que tende a ganhar espaço.
Venha
a África e em particular Moçambique conhecer, a capulana e as suas variedades
de moda.