Na madrugada desta segunda-feira(10), Waldemar Bastos deixou o mundo dos vivos aos 66 anos, em Portugal, vítima de cancro. O artista deixou para trás uma viúva, dois filhos e a música angolana de luto.
Waldemar Bastos passou um ano sob tratamentos oncológicos em Lisboa.
A notícia do seu falecimento foi avançada pelo gabinete de comunicação do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente de Angola.
A saber que Waldemar foi um dos primeiros cantores angolanos a alcançar sucesso internacionalmente.
Tendo então sido um dos artistas angolanos mais consagrados da música global.
Durante as suas mais de quatro décadas de trabalho, certamente conquistou o seu espaço no coração dos angolanos pelo seu enorme talento e sonoridade.
Temas como “Velha Chica”, “Teresa Ana” e “Muxima” fazem parte do seu rico repertório.

Waldemar Bastos chegou a trabalhar com nomes como David Byrne, Chico Buarque, Ryuichi Sakamoto, London Symphony Orchestra e vários outros.
Em 1999 recebeu o prémio New Artist of the Year nos World Music Awards, promovidos pelo Príncipe do Mónaco.
Posteriormente, em 2017, foi considerado Músico e Cantor Internacional no X Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, em Lisboa.
Em 2018, foi galardoado com o Prémio Nacional de Cultura e Arte, uma das mais importantes distinções de Angola.
calou-se a voz de Waldemar
Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos nasceu em janeiro de 1954 na província de São Salvador do Congo (ou M’Banza Kongo).
Vivia em Portugal desde a independência de Angola, para escapar à guerra civil que assolou o país. Até ao período de reconciliação iniciado em 2018, considerava ostracizado pelo regime angolano.



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